A Chapada dos Veadeiros é um dos destinos de ecoturismo mais vibrantes do Brasil. Havia tempo que queríamos explorar essa região do Cerrado e, nas nossas últimas férias, finalmente colocamos esse sonho em prática. Compartilhamos aqui todos os detalhes da nossa viagem para ajudar você a planejar a sua.
Muita gente nos perguntou se a Chapada é um bom destino para se viajar com crianças. A resposta é um categórico sim! Embora alguns atrativos exijam maior esforço físico, a região oferece uma infinidade de passeios acessíveis. É perfeitamente possível adaptar as trilhas ao ritmo do seu grupo. A Sofia, por exemplo, tirou essa viagem de letra.
Caso você tenha interesse em explorar os atrativos da região, saiba que nós organizamos sua viagem do início ao fim! Buscamos as melhores opções de voos, hospedagens e indicamos os guias especialistas na região. Envie uma mensagem no nosso WhatsApp para montarmos um roteiro personalizado para você.

Foto: As belezas da Chapada dos Veadeiros.
Dúvidas frequentes antes de viajar
1) Qual é o melhor aeroporto de acesso?
O aeroporto mais próximo e prático é o de Brasília (DF), distante cerca de 230 km de Alto Paraíso. Nós optamos por chegar por Goiânia e sair por Brasília porque aproveitamos para incluir uma parada na histórica cidade de Pirenópolis.
2) Qual é a melhor época para ir?
Fomos nas férias de julho (período de seca) e achamos perfeito: dias ensolarados, céu limpo e zero chuva. A Chapada possui duas estações bem definidas: a seca (maio a outubro) e a chuvosa (novembro a abril). Como o Cerrado apresenta baixa umidade na seca, mantenha-se sempre hidratado e não economize no protetor solar.

Fotos: Mês de julho, perfeito para desbravar a Chapada.
3) Onde se hospedar?
A escolha depende dos passeios que você quer fazer, pois os deslocamentos na região são longos. As bases principais são Alto Paraíso de Goiás, Vila de São Jorge e Cavalcante. Nós optamos por dividir a hospedagem: 3 noites em Colinas do Sul (a apenas 30 minutos de São Jorge, em uma casa fantástica reservada via HomeExchange), 1 noite em Alto Paraíso e 3 noites em Cavalcante. Essa logística otimizou demais o nosso tempo.
4) Como se deslocar entre as cidades?
Ter um carro (próprio ou alugado) é fundamental. Ter um veículo garante autonomia para cobrir as distâncias do Cerrado e flexibilidade para encaixar mais de um atrativo no mesmo dia.

Fotos: Muitas atrações só são acessíveis se for de carro.
5) É obrigatório contratar guia?
Depende do atrativo. Alguns locais exigem acompanhamento de um condutor credenciado por segurança e preservação ambiental; outros possuem trilhas autoguiadas. Sempre verifique as regras específicas de cada local antes de ir.

Fotos: Natureza surreal!
6) Valores dos atrativos que visitamos (valores em julho de 2026)
A) Vale da Lua (R$ 50 reais por pessoa; não há necessidade de guia).
B) Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (R$49 por pessoa; não há necessidade de guia; estacionamento R$30).
C) Mirante do Jardim de Maytreia (Gratuito, na beira da estrada).
D) Complexo das Cataratas dos Couros (gratuito, mas sugere-se uma contribuição espontânea; Guiamento não obrigatório: R$ 550-com captação de imagens de Drone e GoPro)
E) Complexo do Canjica (R$80 por pessoa; Guiamento obrigatório: R$ 550- com captação de imagens de Drone e GoPro)
F) Cachoeira Santa Bárbara- Comunidade Kalunga (R$ 65 por pessoa; Guiamento obrigatório: R$200 por grupo para uma cachoeira; Transporte: R$ 15 reais o trecho)

Fotos: Chuveirinho, planta típica da Chapada.
8) Nosso Roteiro de 7 Dias na Chapada dos Veadeiros
Dia 1: De Pirenópolis a Colinas do Sul
Iniciamos nossa manhã saindo de Pirenópolis rumo a Colinas do Sul (aproximadamente 320 km de trajeto). Ficamos hospedados em uma casa maravilhosa via HomeExchange (uma plataforma de troca de casas que amamos utilizar). Chegamos de tarde e aproveitamos para curtir e explorar a natureza no entorno da nossa hospedagem.



Fotos: Nossa hospedagem em Colinas do Sul.
Para encerrar o dia de viagem, jantamos no Restaurante Temperos da Cena, o qual recomendamos muito. Comida caseira, preço justo e atendimento excepcional por parte dos proprietários.


Fotos: Comida caseira no Temperos da Cena.
Para encerrar nosso primeiro dia em Colinas fomos presenteados com o céu estrelado surreal da Chapada.
Dia 2: Vale da Lua
Depois de acordamos e curtirmos o vai e vem dos tucanos, seguimos em direção ao Vale da Lua (R$ 50 por pessoa, estacionamento gratuito), um das paisagens mais icônicas da região, com rochas esculpidas pelas águas que lembram a superfície lunar. O banho no Rio São Miguel é super gelado, mas revitalizante.


Foto: As paisagens do Vale da Lua.
Depois do passeio, fomos passear pela Vila de São Jorge e almoçamos no caseiro Restaurante da Nenzinha, outro restaurante que indicamos.
Passamos o restante do dia aproveitando o rio que estava no jardim da nossa casa e o Chris fez um churrasco maravilhoso na nossa janta.
Dia 3: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
Acordamos cedinho e seguimos novamente para São Jorge. Dedicamos o nosso dia para explorar o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Declarado, Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, o parque protege uma área rica em biodiversidade do Cerrado.


Fotos: As paisagens do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
Para garantir o seu ingresso, sugerimos comprar com antecedência na internet. O público geral paga R$ 49,00 (com opção de meia-entrada a R$ 24,50 para quem tem direito). O estacionamento no local é pago à parte.


Fotos: As paisagens do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
O parque oferece quatro opções de trilhas, sinalizadas pelas cores amarela, vermelha, laranja e azul. A mais leve tem 800 metros no total. Nós escolhemos a Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras (cerca de 12 km no total). O grande diferencial dessa trilha é a possibilidade de contratar o transporte interno de van do parque para a ida ou para a volta (pago a parte, R$35 o trecho). Como o calor estava intenso e a umidade abaixo de 30%, optamos por fazer a ida caminhando e voltar de van.
Dentre os atrativos da trilha que escolhemos (amarela) está o imponente Mirante do Salto (120 metros de queda), a piscina da Cachoeira do Garimpão (80 metros), o Mirante do Carrossel e o banho relaxante nas Corredeiras. Importantíssimo: leve muita água (calcule 1,5 litros por pessoa), lanches, use sapatos antiderrapantes e reforce o protetor solar. No total, ficamos seis horas dentro do parque e indicamos fortemente que esse passeio esteja em seu roteiro.
Dia 4: Troca de base para Alto Paraíso
Depois de um café da manhã sem pressa, seguimos para a nossa próxima base, a cidade de Alto Paraíso. No caminho, não deixe de parar no Jardim de Maytreia. A vista da serra com seus buritis centenários é simplesmente fantástica. O local fica sobre o Paralelo 14, a mesma linha imaginária que passa por Machu Picchu, o que atrai muitos viajantes em busca da sua conhecida energia mística.

Foto:Jardim de Maytreia.
Já em Alto Paraíso, a capital da Chapada, fomos curtir o entardecer no Mirante do Alto. O espaço conta com uma vista de 360 graus para as serras, tem música ao vivo, cantinhos instagramáveis e tapetes espalhados pelo gramado onde dá para sentar e contemplar a paisagem. O pôr do sol é espetacular e, assim que a noite cai, acendem uma fogueira com marshmallow para os visitantes. Foi um final de tarde inesquecível.


Fotos: O incrível entardecer no Mirante do Alto.
Dia 5: Cataratas dos Couros e Viagem para Cavalcante
Dedicamos o dia ao Complexo das Cataratas dos Couros, localizado a 53 km de Alto Paraíso (com trecho final em estrada de terra em boas condições, cerca de 35km). A trilha tem nível moderado (cerca de 6 km ida e volta).

Fotos: Trilha e vegetação no Complexo da Catarata dos Couros.
Embora o guia não seja obrigatório aqui, optamos por contratar um, o que fez toda a diferença: ele nos levou no contrafluxo dos grupos, permitindo aproveitar as quedas d’água praticamente vazias. Passamos pela Cachoeira do Parafuso, Almécegas 1000 e Poço da Muralha. As paisagens são grandiosas e os banhos nas piscinas naturais são relaxantes.


Fotos: Algumas das cachoeiras do Complexo.
Extasiados com as paisagens que curtimos ao longo do dia, seguimos viagem rumo a Cavalcante, contornando paredões de pedra impressionantes pelo caminho.
Dia 6: Complexo do Canjica (Divisa com Tocantins)
Tiramos o dia para fazer o passeio ao Complexo do Canjica, situado no estado de Tocantins, bem próximo a divisa com Goiás. Para chegar até a atração são cerca de 75 km em estrada de terra, cerca de duas horas de viagem.

Fotos: Estrada de chão até o Complexo da Canjica.
No Canjica, o acompanhamento do guia é obrigatório. A trilha possui 9 km no total, passa por cânions de rochas milenares, poços de águas cristalinas e uma piscina natural de borda infinita inesquecível. Foi, sem dúvida, o cenário mais bonito de toda a viagem.



Fotos: O passeio mais lindo da nossa viagem.
Para fechar o dia, provamos o sorvete artesanal de frutos do Cerrado (como buriti, murici e cajuzinho) na famosa Sorveteria do Messias.
Fotos: Sorveteria do Messias e Restaurante Aloha, duas ótimas opções em Cavalcate.
Dia 7: Comunidade Quilombola Kalunga e Cachoeira Santa Bárbara
Visitamos o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, maior território quilombola do Brasil. Foi constituído a partir de africanos escravizados que buscaram refúgio nas serras da Chapada no período do garimpo. “Kalunga” significa lugar sagrado ou de proteção.

Fotos: A caminho do Quilombo Kalunga.
Como o ritmo dos dias anteriores tinha sido puxado, optamos por visitar apenas a Cachoeira Santa Bárbara, a mais famosa do complexo. Utilizamos o transporte local que deixa a apenas 1,8 km de caminhada da queda. A cor azul-turquesa da água é inacreditável. O melhor horário para visitação é por volta do meio-dia, quando o sol incide diretamente no poço e realça a transparência da água. É possível almoçar dentro do Complexo, mas optamos por retornar para Cavalcante e comemos uma comida caseira deliciosa no Aloha Restaurante. Outra dica de lugar bom para comer é no Empório da Chapada, com hambúrgueres artesanais deliciosos.


Fotos: A perfeição de Santa Bárbara.
Dia 8: Retorno de Cavalcante a Brasília.
Com o coração transbordando de alegria pelos dias maravilhosos que vivemos, nos despedimos da energia única do Cerrado e seguimos viagem até Brasília, onde seguimos com o nosso roteiro.
Foto: Chapada, unm lugar que conquistou nosso coração.
E aí, o que achou do nosso roteiro? Se você também quer viver essa experiência sem ter dor de cabeça com a logística, chama a gente no WhatsApp. Vai ser um prazer enorme desenhar uma viagem sob medida para você e sua família. Ah, e não deixe de conferir os nossos Destaques no Instagram, onde salvamos todos os detalhes desses dias incríveis por lá. Aproveita para nos seguir e acompanhar as próximas aventuras!


