VIAJANDO PARA O EGITO COM CRIANÇA- NOSSO ROTEIRO DE 8 DIAS

        Não é novidade que o Egito habita o imaginário de muita gente. As Pirâmides de Gizé são, sem dúvida alguma, um dos monumentos mais fascinantes da história da humanidade. Conhecer esse país incrível era um sonho antigo nosso. Porém, com a chegada da Sofia, fomos adiando o plano e priorizando outros destinos. Tudo mudou quando a curiosidade por lá começou a vir dela também. Começamos a perceber que o momento se aproximava. Então, planejamos  essa aventura em família que vamos compartilhar por aqui.

        Neste post, vamos detalhar o roteiro completo de 8 dias que fizemos. E lembre-se: se você também sonha em viver essa experiência e quer ajuda para estruturar o seu roteiro, a nossa agência terá o maior prazer em te guiar. Cuidamos de tudo para você, desde as passagens aéreas até os passeios com guia em português. Chama nossa equipe no WhatsApp que vamos te ajudar e esclarecer todas as tuas dúvidas.

Fotos: Complexo de Gizé.

        Antes de entrar nos detalhes dia a dia, respondemos abaixo às dúvidas mais frequentes de quem planeja uma viagem para o Egito:

 

1) Como chegar no Egito? 

Não há voos diretos saindo do Brasil. As opções mais comuns são fazer conexão em capitais europeias (como Madri, Lisboa, Paris ou Roma). Nós embarcamos para o Cairo a partir de Paris.

2) Precisa de visto? 

Sim, brasileiros precisam de visto. Ele pode ser tirado no próprio aeroporto ao desembarcar no Egito, custa US$ 25 por pessoa e o pagamento é feito em dinheiro (dólares americanos). Também é possível solicitar o e-Visa online com antecedência. Nós fizemos no aeroporto e foi um processo bem rápido e simples.

3) Quais vacinas são necessárias?

É obrigatória a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) emitido pela ANVISA com a vacina contra a Febre Amarela (tomada com no mínimo 10 dias de antecedência).

4) É seguro viajar para o Egito?

Sim e sim!!! A sensação de segurança nas zonas turísticas, no centro do Cairo e nos resorts é altíssima, com forte presença policial e detectores de metal nas atrações. O ponto principal de atenção é o trânsito caótico e o assédio constante de vendedores e motoristas nas áreas turísticas.Estar com um guia nas atrações reduz e muito o assédio por parte dos ambulantes.

Foto: Templo de Hatshepsut.

5) Qual a moeda?

A moeda oficial é a Libra Egípcia (EGP). Leve Dólares americanos ou Euros. O dólar é amplamente aceito para pagar o visto, gorjetas e passeios. Para gastos do dia a dia (mercados, táxis, souvenirs pequenos), troque uma quantia para Libras Egípcias ao chegar no aeroporto. Cartões globais (como Wise e Nomad) também funcionam bem para saques e compras na moeda local.

6) Compras e negociação.

Pechinchar é uma tradição cultural e regra de ouro no Egito. Os vendedores jogam os preços lá em cima sabendo que haverá negociação. Não tenha vergonha de oferecer cerca de metade do valor inicial oferecido.

Foto: Um souk no Cairo Antigo.

7) Que roupa usar no Egito?

Por ser um país islâmico tradicional, prefira roupas discretas (que cubram ombros e joelhos), principalmente para visitar mesquitas e caminhar pelas cidades. Nos resorts em Hurghada ou Sharm El Sheikh, o uso de trajes de banho e roupas ocidentais é totalmente livre.

8) O que teríamos feito diferente:

Nos arrependemos de não termos feito o  cruzeiro pelo Rio Nilo entre Luxor e Aswan. Com certeza, em uma próxima oportunidade, voltaremos para fazer essa rota navegando.

9) Qual a melhor época do ano para viajar para o Egito?

De outubro a abril (outono, inverno e início da primavera no Hemisfério Norte), quando as temperaturas estão amenas. Evite o verão (junho a agosto), pois o calor nos sítios arqueológicos ultrapassa facilmente os 40 °C.

Foto: Inverno no Egito kkk.

10) Dá para visitar o Egito sem uma agência de turismo?

Sim, é possível, mas nós não recomendamos. Nós adoramos viajar de forma independente e fazer os passeios em nosso tempo.Porém, no Egito, ter suporte especializado fez toda a diferença na nossa experiência. O país tem uma dinâmica cultural muito específica: o trânsito é caótico, o assédio de vendedores nas zonas turísticas pode ser bastante cansativo e a barreira do idioma exige bastante paciência. Além disso, estar diante de monumentos de 4 mil anos sem um especialista ao lado faz com que você perca a riqueza dos detalhes históricos. Nós contratamos um pacote completo com assistência desde a chegada ao aeroporto, transfers privativos entre as cidades e passeios guiados com um egiptólogo que falava português. Foi um investimento que valeu cada centavo pela tranquilidade, pela segurança com a Sofia e pelo nível de aprendizado que tivemos. Para o Egito, ir com tudo organizado transforma completamente a viagem.

Foto: Esfinge no Complexo de Gizé.

Nosso roteiro pelo Egito

  • Cairo: 3 noites, 2 dias
  • Luxor: 2 noites, 2 dias
  • Hurghada: 4 noites, 4 dias
Dia 1) Chegada no Cairo

        Chegamos ao Cairo durante a noite e, ainda no voo, preenchemos o formulário de imigração para fazer o visto de turista no próprio aeroporto, que custou US$ 25 por pessoa em um processo super simples. Como escrevemos nas dúvidas acima, fechamos um pacote com uma agência especializada em atender brasileiros. Nesse pacote estava incluso um transfer privativo, que já nos aguardava na saída e nos levou diretamente ao nosso hotel.

       Sobre onde ficar no Cairo, vale uma observação: optamos por ficar no centro da cidade porque quer tínhamos a intenção de sentir de perto o pulsar da capital. Mas vale lembrar que, para quem sonha em acordar e tomar café da manhã com vista para as Pirâmides, se hospedar na região de Gizé pode ser a escolha ideal.

        Já no caminho para o hotel, tivemos nosso primeiro choque cultural com o trânsito caótico da cidade — repleto de buzinas, barulho e sem preferência nas vias.

       Nosso hotel, o Tahrir Plaza Suites,  era básico, mas atendeu às nossas necessidades. Ficava bem próximo a Plaza Tahrir.

 

Dia 2) Complexo de Gizé e Grande Museu Egípcio

        Nosso primeiro dia completo no Egito foi dedicado ao Complexo de Gizé, localizado a cerca de 30 minutos do centro do Cairo (a depender do trânsito). Emoção: esse é o sentimento que descreve a sensação de estar diante das três pirâmides — Quéops (a mais alta, com seus imponentes 137 metros), Quéfren e Miquerinos. As pirâmides eram gigantescos túmulos reais que abrigam mais de 4,5 mil anos de história. 

Fotos: Complexo de Gizé.

       Para os deslocamentos internos no complexo, há um transporte que já está incluso no valor do ingresso.Além de contemplar a vista panorâmica sensacional, fizemos o clássico passeio de dromedário (pago à parte, onde negociar bem o valor antes é regra de ouro — na verdade, essa regra vale para todo o Egito para evitar golpes). A Esfinge foi outro ponto alto do passeio: trata-se da maior estátua esculpida em um único bloco de pedra no mundo, com 73 metros de comprimento e 20 metros de altura.

Foto: A Esfinge.

      A essa altura do campeonato, a Sofia estava radiante. Ficamos muito felizes com o envolvimento e a curiosidade dela. Nós a preparamos muito para esse momento conversando sobre a importância histórica do local e lendo o livro “Diário de Pilar no Egito”, uma ótima dica de leitura para introduzir o assunto com as crianças.

       Na saída do complexo, existem muitos ambulantes. Estar com um guia privativo fez toda a diferença para reduzir o assédio. Ainda assistimos a uma demonstração comercial da técnica de produção do papiro (que a Sofia adorou)  e almoçamos em um ótimo buffet de comidas típicas por 10 dólares por pessoa.

       À tarde, fomos conhecer o impressionante Grande Museu Egípcio (GEM), o maior do mundo dedicado a uma única civilização, cuja arquitetura moderna impressiona já na chegada e nos recebe com a estátua gigante de Ramsés II. O nível de segurança no Egito é altíssimo, então acostume-se a passar por detectores de raio-X em praticamente todas as atrações. 

Foto: Grande Museu Egípcio.

       Entre as relíquias mais marcantes, vimos um barco solar de madeira com mais de 4.500 anos, encontrado intacto na pirâmide de Quéops e montado apenas com cordas e encaixes, sem nenhum parafuso. Surreal a genialidade desse povo! Por falar em genialidade, impressionou-nos a forma como conceberam a ideia desse museu: a escadaria central conta a trajetória dos faraós da vida até a morte e, no topo, conecta-se visualmente com as próprias pirâmides ao fundo, simbolizando a vida eterna (dando a ideia de que as pirâmides também fazem parte do acervo). 

       O ponto alto da visita foi a sala de Tutancâmon, o único faraó cujo túmulo foi encontrado intocado, exibindo um acervo de valor inestimável com quase 5 mil peças, incluindo a inesquecível máscara mortuária em ouro maciço e pedras preciosas. Nenhum registro em foto ou vídeo consegue dar conta da dimensão e da importância cultural desse lugar.

Fotos: Sala de Tutancâmon.

       Para fechar o dia com chave de ouro, à noite nos encorajamos a dar uma volta a pé sozinhos pelos arredores do nosso hotel no centro do Cairo. Foi uma experiência ótima: caminhamos, entramos em lojinhas locais e até sacamos dinheiro em um caixa eletrônico na rua com total sensação de segurança. O único ponto de atenção contínua na capital é mesmo o trânsito caótico na hora de atravessar a rua, mas, com atenção e cuidado, deu tudo certo.

 

Dia 3) Explorando o Cairo

       Novamente, nosso passeio do dia foi acompanhado por um guia que nos explicou todos os detalhes em português. Nesse dia, fomos conhecer um pouco mais da diversidade do Cairo. Nossa primeira parada foi na Cidadela do Cairo, onde visitamos a impressionante Mesquita de Alabastro, que tem esse nome popular devido às rochas que cobrem suas paredes. Vale destacar que, no Egito, cerca de 90% da população é muçulmana. Embora o véu não seja obrigatório para as turistas, vimos muitas mulheres locais utilizando por opção, a fim de demonstrar sua fé e tradição. Da Cidadela, tínhamos uma vista panorâmica incrível do Cairo, de onde foi possível ter uma dimensão da complexidade da cidade e dos muitos minaretes espalhados por ela.

Fotos: Mesquita de Alabastro e as mulheres muçulmanas.

        Nossa próxima parada foi no Bairro Copta, conhecido por sua pluralidade religiosa. Ali existem mesquitas, igrejas cristãs e sinagogas. Para o Cristianismo, o bairro guarda um verdadeiro tesouro: embaixo da cripta da Igreja de São Sérgio e Baco está a caverna onde Maria, José e Jesus viveram por três meses fugindo do Rei Herodes. Destacamos aqui o enorme policiamento no entorno do bairro e, novamente, detectores de metais para acessar as atrações. No bairro, ainda visitamos a Sinagoga Ben Ezra para entender um pouco mais sobre o judaísmo no país.

Fotos: Bairro Copta e a caverna onde a Sagrada Família viveu.

Foto: Sinagoga e policiais em frente ao Bairro Copta.

       Do Bairro Copta, seguimos para o Museu Nacional da Civilização Egípcia, um dos mais modernos do Egito. Esse museu abriga uma coleção que conta a história desde a pré-história até os tempos contemporâneos. Aqui o grande destaque foi a Galeria das Múmias Reais, onde estão expostas as múmias dos grandes faraós. Acreditem: elas têm entre 3.000 e 3.500 anos e estão em perfeito estado de conservação. Os detalhes dos corpos impressionam tanto que a Aline e a Sofia não se sentiram muito confortáveis lá dentro e optaram por sair. São 22 múmias que datam de 1550 a 1050 a.C.

Fotos: Museu Nacional da Civilização Egípcia.

       De carro, ainda tivemos a oportunidade de passar pelo bairro da Cidade dos Mortos, onde vivem mais de 300 mil pessoas em moradias construídas sobre um antigo cemitério. As pessoas vivem junto aos túmulos, formando uma comunidade viva entre os jazigos.

       No meio da tarde, seguimos para o Cairo Antigo, o coração cultural da cidade. Caminhar ali foi como fazer uma viagem no tempo. Sentimos realmente o pulsar e a alma do povo egípcio, em meio aos souks (mercados), minaretes e suas tradições vivas. O Khan El Khalili é o souk mais famoso do Cairo, um labirinto vibrante de lojas, aromas e cores que encanta há séculos. Paramos em um café superestiloso e decorado dentro do mercado. Ficamos sentados observando o vai e vem das pessoas enquanto saboreávamos um café turco e um chá de menta. Depois, hora das comprinhas! Dica de ouro: não tenha receio de pechinchar. Eles jogam os valores lá em cima para a negociação e são mestres nessa arte.

Fotos: Souk Khan El Khalili.

       Foi nessa tarde que, sem dúvidas, vivemos uma das experiências mais autênticas de toda a viagem: o guia nos disse que teríamos uma hora para explorar o souk. Como nos encantamos com o lugar, achamos pouco tempo. Perguntamos se era seguro voltar caminhando para o hotel. Quando ele, meio incrédulo com a nossa ideia, nos disse que sim, não tivemos dúvidas: liberamos o guia, ficamos por ali e acionamos o GPS para voltar sozinhos até o hotel (cerca de uma hora de caminhada). Foi nesse trajeto que realmente conhecemos o Cairo em sua beleza e em seu caos. Saímos completamente da rota turística, com zero assédio e uma sensação imensa de segurança. Destaque para o trânsito frenético, as motos, os ambulantes e as buzinas constantes. Nossos registros foram escassos porque estávamos atentos o tempo todo (os poucos registros que fizemos estão nos nossos destaques do Instagram e sugerimos fortemente que assistam). A Sofia, em muitos momentos, parecia não acreditar nas cenas que via diante dos seus olhos. Foi um mix de sentimentos inesquecível!

Fotos: O Cairo fora da zona turística.

      Antes de encerrar o dia, ainda passamos pela Praça Tahrir, palco político de eventos marcantes, como a Primavera Árabe.

 

Dia 4) De Cairo para Luxor: Explorando os Templos de Luxor

       Acordamos ainda na madrugada e fomos ao aeroporto pegar o voo do Cairo para Luxor. Na chegada, um motorista e um guia que falava português já estavam nos esperando para iniciarmos nosso passeio pelos templos da cidade.

       Luxor é conhecida por ser um verdadeiro museu a céu aberto. Foi uma das cidades mais importantes da Antiguidade, funcionando como um grande centro político e religioso. Suas construções históricas são majestosas e datam do século XIV a.C., tendo sido reformadas e ampliadas ao longo do tempo por diferentes faraós.

        Nossa primeira parada foi no Templo de Luxor, com seus três mil anos de história em perfeito estado de conservação. Uma preciosidade! Os detalhes nas paredes contam minúcias do que aconteceu durante os diferentes reinados. Em frente ao templo está a Avenida das Esfinges, com seus 3 km de extensão que ligavam o Templo de Luxor ao Templo de Karnak. São centenas de esfinges ao longo desse caminho que era utilizado em festivais religiosos. O corpo delas é de leão (para simbolizar a força) e as cabeças são humanas (sabedoria) ou de carneiro (associadas à fertilidade e ao deus Amon).

Fotos: Templo de Luxor.

Fotos: Avenida das Esfinges.

       Seguimos nossa visita para o Templo de Karnak, o maior complexo religioso construído no Egito Antigo, erguido em homenagem ao “Deus dos Deuses”, Amon-Rá. Uma das partes mais impressionantes fica na área central, onde existem 134 colunas gigantescas. É fascinante estar diante de 4 mil anos de história, observando hieróglifos que ainda preservam suas cores vivas. Estando ali, não se esqueça de dar as sete voltas ao redor da estátua do escaravelho, em frente ao Lago Sagrado. Diz a lenda que traz sorte, prosperidade e realiza desejos. Na dúvida, nós fizemos todas as voltas!

Fotos: Templo de Karnak.

        Já cansados, seguimos em direção ao nosso hotel, o Iberotel Luxor. Às margens do Rio Nilo, gostamos bastante da estrutura e do atendimento. A área da piscina e os jardins são muito bem cuidados — ideal para sentar e contemplar o vai e vem das felucas e de embarcações maiores. O entardecer no Nilo, fonte de vida e fertilidade da região, foi muito especial.

Fotos: Vista do nosso hotel em Luxor.

        À noite, saímos para caminhar e explorar a cidade. Sentimos um assédio bem grande por parte dos comerciantes locais por sermos turistas; é difícil caminhar sem que alguém te pare a todo momento. Mesmo assim, a saída valeu a pena. Durante a caminhada, escutamos o chamado para a oração — lembrando que estávamos em um país islâmico, onde se reza 5 vezes ao dia ao som dos lembretes vindos dos minaretes das mesquitas. Encerramos nossa noite em um souk bem no centro de Luxor.

 

Dia 5) Luxor: Vale dos Reis e Vale das Rainhas

       Acordamos cedo para ver o espetáculo dos balões no céu de Luxor, mas, em função de condições meteorológicas adversas, os voos não aconteceram naquele dia.

       Depois de um delicioso café da manhã, seguimos para o Vale dos Reis, a região escolhida pelos faraós para abrigar seus túmulos. O vale conta com mais de 60 tumbas já descobertas e muitas outras que ainda estão por ser escavadas. Dentro do complexo, o transporte é feito em carritos estilo golfe. É importante destacar que o governo faz um rodízio na abertura dos túmulos ao público, a fim de preservar as cores originais e evitar a degradação provocada pela umidade das visitas.

Fotos: Um dos túmulos do Vale dos Reis.

       É realmente impressionante estar ali diante daqueles desenhos com cores tão vivas, sabendo que têm mais de 3 mil anos de história. Visitamos duas tumbas, com destaque para as pinturas impressionantes do túmulo de Ramsés IV. Para os egípcios, quanto mais profundo o túmulo, mais perto da eternidade o morto estaria. Portanto, prepare-se para descer rampas de até 170 metros para acessar as câmaras reais. Nesse complexo também fica o famoso túmulo de Tutancâmon, pago à parte. Por orientação do nosso guia, não entramos nele, pois, segundo ele, há tumbas bem mais ornamentadas inclusas no ingresso principal.

       Por falar em guia, tivemos a sorte de ser acompanhados por um egiptólogo que, dentre outras coisas, trabalha nas escavações em busca de uma nova tumba no Vale dos Reis. O passeio foi riquíssimo graças às suas explicações!

       Passeio finalizado, seguimos para o Vale das Rainhas e arredores, onde eram sepultadas as esposas dos faraós. O grande destaque dessa região é o Templo de Hatshepsut, com seus terraços perfeitamente integrados à montanha. Esse templo celebra a única mulher que governou o Egito com os mesmos poderes e títulos de um faraó. É uma verdadeira obra-prima da arquitetura egípcia e também um símbolo de força e ousadia feminina. Pensem que Hatshepsut governou o Egito por mais de 20 anos, desafiando normas de gênero e marcando o pioneirismo das mulheres no poder.

Fotos: Templo de Hatshepsut.

       Algo bem curioso de compartilhar é a lenda local de que existe uma “energia” ao ao redor do Vale das Rainhas que impede a chuva de chegar. Como esses templos foram feitos em rocha e adobe, fortes chuvas poderiam danificá-los severamente. Chove no entorno, mas no vale em si, quase nunca! Embora não haja base científica para isso, o simbolismo poderoso do Egito Antigo certamente ajuda a manter viva a narrativa de que a proteção dos faraós segue por ali.

       Antes de voltarmos ao hotel, ainda passamos pelos Colossos de Mênon: duas estátuas monumentais de pedra esculpidas em blocos únicos, cada uma com cerca de 18 metros de altura.

        À noite, saímos um pouco da zona puramente turística de Luxor e o assédio dos vendedores cessou quase por completo. É impressionante a diferença! Comemos uma pizza e logo voltamos para descansar.

 

Dia 6) Atravessando o Deserto rumo a Hurghada

        Malas prontas para a última etapa da nossa viagem! Em um percurso de cerca de 4 horas de carro, cruzamos parte do Deserto do Saara rumo a Hurghada. Estávamos vindo de uma longa viagem pela Europa e escolhemos encerrar nossas férias em um lugar onde pudéssemos descansar e onde a Sofia pudesse se divertir.

       Quando começamos a pesquisar, Hurghada nos chamou a atenção. Banhada pelo Mar Vermelho, a cidade é um verdadeiro paraíso para quem busca sol, água cristalina e resorts com ótimo custo-benefício. A maior parte dos turistas é de europeus que procuram a região para fugir do inverno.

Fotos: Atravessando o Saara rumo a Hurghada.

       No caminho até lá, passamos por paisagens montanhosas bem bonitas. Em uma das nossas paradas, conhecemos um ponto de apoio do governo para os beduínos, o povo nômade do deserto. Nesses locais, eles encontram água, alimentos e suporte médico.

      Hurghada é famosa pela variedade de resorts. Escolhemos o Titanic Beach Resort porque, além de ser all-inclusive, conta com um parque aquático completo dentro do complexo. Lugar perfeito para a Sofia se divertir! Após o check-in, passamos o restante do dia aproveitando as instalações do hotel.

 

Dia 7) Relax no All-Inclusive

       Dia inteirinho para curtir a estrutura do resort. Além das muitas piscinas e tobogãs, o hotel tem recreação em tempo integral: aulas de ioga, zumba, dança na piscina, vôlei, futebol e programação kids. Tivemos a sorte de encontrar um casal de brasileiros trabalhando na equipe de recreação, o que fez toda a diferença para a Sofia!

Fotos: Nosso resort em Hurghada.

        O café da manhã e o almoço são servidos em estilo buffet continental. No jantar, além dos buffets, há restaurantes temáticos à la carte (que exigem reserva prévia). Nós fomos no italiano e no restaurante de carnes.

      Como o hotel é pé na areia (assim como muitos outros na região), eles oferecem toda a estrutura de praia, com cadeiras, guarda-sóis e restaurante à beira-mar. Como o mar nessa faixa é raso, o hotel conta com passarelas e plataformas que vão mar a dentro, de onde você pode caminhar para dar um mergulho e tomar aquele banho delicioso.

Foto: Mar em frente ao hotel.

Dia 8) Passeio de Barco e Mergulho no Mar Vermelho

        O Mar Vermelho é mundialmente famoso por suas águas incrivelmente transparentes e por seus vários tons de azul. É considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulho autônomo (com cilindro) devido à visibilidade, que frequentemente ultrapassa os 40 metros, e à sua exuberante vida marinha.

          Nós optamos por contratar um passeio de barco de dia inteiro, que incluía a observação de golfinhos pela manhã. Logo após a partida, os golfinhos se aproximaram da embarcação, saltaram na água e deram um verdadeiro show! Foi emocionante. Encontramos dois grupos diferentes ao longo do trajeto.

Fotos: A cor da água do Mar Vermelho.

        A barreira de corais do Mar Vermelho é uma das maiores e mais importantes do mundo, com cerca de 2.000 km de extensão. Destaque também para a temperatura da água, agradável o ano todo. Em nosso passeio, estavam previstas duas paradas para snorkel. Gente, a visibilidade é surreal! A Aline já mergulhou em Fernando de Noronha e garantiu que Hurghada não deixou nada a desejar.

Foto: A visibilidade da água.

       Após o almoço a bordo (incluso no passeio), começamos o trajeto de volta. Vale destacar que o Mar Vermelho é uma rota comercial historicamente crucial, pois separa o continente africano do asiático e serve de ligação entre o Oceano Índico e o Mar Mediterrâneo (através do Canal de Suez).

 

Dia 9) Despedida do Egito

        Nosso último dia de viagem! A Sofia escolheu passar o dia no parque aquático: fez rafting na piscina de ondas, dançou na praia, participou de banho de espuma e aproveitou muitas outras atividades do resort. Foram dias de intensa diversão nos quais aproveitamos cada segundo.

Fotos: Aproveitando o resort.

        Saímos do Egito com aquele gostinho de “quero mais” e com a certeza de que este é um daqueles destinos que todo mundo deveria visitar ao menos uma vez na vida.

 

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